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CANNABIS NAS ESCRITURAS SAGRADAS

Que a cannabis é utilizada em diversos rituais a gente já sabia né?! Mas exatamente qual a brisa de usar maconha em rituais? Toda maconha é sagrada? Quem disse?

 

São perguntas que surgem na cabeça quando pensamos sobre o uso enteógeno da planta, que é o uso com finalidade de alterar a consciência para uma experiência transcendental, a ideia na maioria das vezes está em torno de conseguir outras perspectivas, que estejam menos ligadas aos nossos limitados olhares humanos para assim encontrar respostas para nossos infinitos questionamentos, por isso a maconha está descrita em diversos textos sagrados.

 

Para além da proibição, a maconha tem uma história milenar terapêutica e muito antes de estar no Google Trends toda semana ela já era estudada e utilizada vastamente, o tanto de remédios e variações de uso não caberiam num kit pala de maconhista moderno porque a cannabis era alimento, ritual, unguento e elixir da vida, guardada por deuses e testada por sacerdotes e curandeiras para amenizar sintomas de doenças que lá naquele tempo eram consideradas maldições ou demônios encarnados. O caráter sagrado da natureza está presente em todas as religiões então por que a maconha não estaria?

 

Cannabis no Antigo Testamento

 

 

A ideia de que Jesus usava cannabis pode parecer muito absurda a princípio mas não é nada impossível, e como essas escrituras são base de várias vertentes religiosas, essa hipótese não se restringe apenas ao Cristianismo. Algumas passagens bíblicas que se referem às plantas já deixam as mentes das maconhistas divagando, afinal tudo que é da natureza é criatura de Deus sendo assim sagrada também e a cannabis é catalogada em vários livros sagrados tendo sido usada como remédio desde que o mundo é mundo. Mas na bíblia até os mais estudiosos teriam dificuldade em encontrá-la porque ela não está exatamente descrita assim, o que pode ter acontecido com nossa erva sagrada foi um erro de tradução, um mero equívoco ou talvez uma mudança proposital não se sabe, o que já é de conhecimento do povão é que Jesus utilizava um óleo sagrado para ungir e curar as pessoas e o nome desse óleo é que deu bafafá. A tradução considera o nome na bíblia kaneh-bosm, como sendo cálamo ou cana aromática, que também era usada para cura mas não exatamente dos mesmos sintomas que descritos no livro sagrado, hoje etimologistas já pendem mais para o lado da verdinha, já que a raiz, construção da palavra e o contexto estão mais orientados para cannabis. Segundo a bíblia esse tal óleo continha 2 quilos de uma erva muito utilizada para cura entre outros ingredientes, e era a principal ferramenta de auxílio terapêutico naquele tempo, fazia bem para pele, para os olhos e até mesmo expulsava demônios, considerando que convulsões poderiam ser consideradas possessões espirituais quando não existiam estudos que explanavam esses tipos de sintomas.

 

Uma questão interessante é que é bem possível que os níveis de CBD das maravilhosas flores canábicas fossem maiores naquele tempo e uma planta com tanta utilidade terapêutica não pode ter passado despercebida.

 

Cannabis e o Hinduísmo

 

 

Se você achou curioso o fato da maconha estar na bíblia, saiba que isso é mais comum do que você pensa, a sabedoria indiana sagrada também fala da ganja e não é pouco não. Para que a gente entenda melhor essa tour é válido considerar algumas características dessa tradição pois nessa filosofia existem muitas escrituras sagradas, uma para cada área da vida basicamente, os quatro principais são os Vedas: Rigveda, Yajurveda, Samaveda e Atarvaveda. Importante para nós nesse momento o Atharva-veda, que pode ser traduzido como sacerdote porque nele contém práticas e técnicas da medicina indiana, rituais, ervas e tudo que apenas um grande sacerdote carrega consigo. E adivinha quem é colocada como uma das cinco ervas sagradas? Ela, a maconha ! O fruto do néctar sagrado, como é assertivamente descrita, a cannabis está presente ainda hoje nessa cultura em rituais específicos muitas vezes associados a Shiva, mesmo criminalizada na atualidade não tem como negar a presença da cannabis na tradição hindu. A proibição faz com que muitas pessoas achem ofensiva a relação da maconha com a espiritualidade, mas a história da cannabis é muito mais antiga que o preconceito com ela.

 

Cannabis e o Taoísmo

 

 

Essa religião milenar chinesa era tão amiga da maconha na antiguidade de forma que a cannabis estava para os chineses como a ambrosia para os gregos, o elixir da vida, e segundo sua mitologia um elixir tão importante precisava de uma deusa protetora a sua altura, e essa era Deusa Magu, uma jovem costureira muito simples filha de um criador de cavalos, conhecida por sempre prestar atendimento aos mais necessitados enfurecendo inclusive seu próprio pai no episódio que decide libertar as pessoas que ele mantinha escravizadas. Magu era considerada guardiã da vitalidade, da cura, da saúde e protetora da flora, fauna e dos ciclos da natureza, as imagens da deusa sempre tem uma folhinha ou outra e diziam que ela carregava consigo sementes capazes de afastar os demônios tais quais aquele óleo de Jesus não é?! Sua relação é tão próxima com a planta que seu nome Magu é frequentemente traduzido como cânhamo sem saberem dizer ao certo quem veio primeiro a Deusa ou a planta, e seu local de origem era o principal pico de plantação de ganja por isso seus rituais seguem o mesmo calendário da maconha e a cada ciclo eram feitas celebrações religiosas com as bençãos da Deusa guardiã do elixir da vida.

 

Ainda é válido mencionar o uso do cânhamo tão comum na antiguidade para produção de mais uma diversidade de produtos, a cannabis já foi mais comum que banana e mais útil que chá de boldo sendo usada com uma amplitude e respeito muito maiores do que estamos acostumados.

 

Mais tradicional do que os estudos científicos da cannabis hoje, existem registros que datam de cinco mil anos atrás pelo menos, bem antes de ser criminalizada a maconha já era descrita como remédio fitoterápico e como ferramenta de autoconhecimento difundida oralmente quase como uma arnica, que toda vó tem casa, sempre esteve presente no cotidiano ao que tudo indica de muitas culturas, do chá de liamba até os canabinóides mais isolados em laboratório a cannabis continua se mostrando uma das plantas mais versáteis do mundo.

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