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A EVOLUÇÃO DA PESSOA MACONHEIRA

Seria muito cafona dizer que a pessoa maconheira floresce como a planta que tanto amamos? É, acho que seria. Então eu vou usar outra analogia, a vida da pessoa na maconha é como um plano de carreira no telemarketing, não consegue imaginar como? Vem comigo!

 

 

Começando a Fumar Maconha

 

Tudo começa no período de experiência, quando você não sabe se vai ser aceita mesmo, você nem sabe se você está aceitando o que está acontecendo e todo mundo fica te oferecendo coisas. A única diferença é que se me ligassem oferecendo haxixe eu eu jamais responderia que não estou interessada agora.

 

Mas felizmente esse processo passa, todo newbie se torna da casa eventualmente e assim você assume a posição de maconheira júnior. Ah juniors, tão inocentes!

 

A busca interminável pelo mais alto grau de chapação, a incessante conversa sobre crema e o curioso hábito de responder tudo com a palavra “chave”. Aquele momento de euforia e descoberta que só baby maconheiros podem sentir, as primeiras vezes, as crises de risadas e os esporádicos meteoros que deixarão evidências de ótimas histórias, lembra daquele dia? Claro que não.

 

 

A Decepção da Turma do Proerd

 

E gradualmente a formação da maconheira Pleno se consolida, tenho que admitir que é algo como ser a irmã do meio, não tão foda quanto a mais velha e não tão fofa quanto a mais nova, mas nesse estágio sua relação com a ganja já está concretamente estabelecida e você é maconheira sim, com orgulho, afinal nessa fase vem os estudos. A vontade de entender melhor porque a vida inteira achamos maconha um absurdo. Alô Proerd, sentiu!

 

E descobrir que maconha é só uma planta, que ajuda tanta gente, sendo usada como ferramenta de opressão, começa a emputecer a mais calma das Milenas, e por fim a gente se entende como maconheira Sênior.

 

 

O Verdadeiro Sentido da Maconha

 

Porque não tem como ser maconheira sem entender o quanto a luta nada tem que ver com a maconha. Afinal a planta continua germinando, crescendo e florescendo como a analogia cafona lá do começo, as questões que envolvem a maconha dizem muito mais sobre nós como sociedade. Sobre como usamos a natureza para explorar, oprimir e lucrar, sou mais a Milena que queria ir pra praia viver das coisas que a natureza dá. É sobre uma sociedade injusta que insiste em sujar o nome de uma planta em prol de seus próprios interesses perversos. Mas como um texto tão gostosinho vai de zero a cem em tão pouco tempo?

 

Agora você entendeu o verdadeiro sentido de ser maconheira sênior, não está relacionado à bater metas ou ganhar promoções, está pautado no sabor agridoce, que pode soar como comida chinesa mas na realidade expressa as dicotômicas sensações de amar a maconha porque a impossibilidade de aceitar que qualquer coisa seja usada pra segregar, criminalizar e excluir marca o nascimento de um maconheiro consciente.

 

E se depois de tudo isso você ainda continuar em um relacionamento sério com a erva, explanando onde dá, explicando o que pode e estendendo a mão à quem precisa, parabéns, está na hora da colheita daqueles que sabem que amanhã é só mais um dia de luta. (beijo Karol)

 

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